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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a inclusão dos nomes da desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo e de seu filho, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, na lista de procurados internacionais da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Os dois foram condenados por envolvimento em um esquema de negociação e venda de decisões judiciais investigado pela Operação Faroeste, que revelou suspeitas de corrupção e irregularidades no Judiciário baiano.
A decisão foi assinada na quinta-feira (5) pelo ministro Og Fernandes, relator do processo no STJ. Além de autorizar a inclusão dos nomes na chamada Difusão Vermelha da Interpol, o magistrado determinou a adoção das medidas necessárias para viabilizar um eventual pedido de extradição junto às autoridades de Portugal.
A medida representa um novo desdobramento de um dos casos de maior repercussão envolvendo suspeitas de corrupção no Poder Judiciário da Bahia. A inclusão na lista internacional busca permitir a localização dos condenados fora do território brasileiro, possibilitando que sejam adotados os procedimentos legais para o cumprimento das decisões judiciais.
A inclusão dos nomes na lista da Interpol ocorreu após a condenação dos dois pela Corte Especial do STJ, em julgamento realizado no dia 4 de novembro. Por unanimidade, o colegiado condenou Sandra Inês a 14 anos e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de determinar a perda do cargo público, com cassação de sua aposentadoria compulsória.
Vasco Rusciolelli Azevedo recebeu pena de 13 anos e 11 meses de prisão, também em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O pedido de medidas internacionais ganhou força depois que o Ministério Público Federal informou ao STJ que mãe e filho teriam deixado o Brasil em 21 de setembro, com destino a Lisboa, em Portugal.
