
Uma ação conjunta entre unidades operacionais da Polícia Militar do Extremo Sul da Bahia, com apoio da Polícia Federal e do GAECO de Minas Gerais, resultou na desarticulação de uma oficina clandestina de fabricação de armas de grosso calibre e submetralhadoras artesanais. A operação foi realizada na última quinta-feira (19), no município de Alcobaça.
De acordo com as informações, a investigação teve início a partir da troca de dados entre as forças de segurança, que identificaram a existência de um ponto específico utilizado para a produção ilegal de armamentos. Diante disso, uma guarnição da CIPE/Mata Atlântica (CAEMA) foi designada para averiguar a denúncia no local conhecido como Porto do Campo, no Sítio das Orquídeas, onde a estrutura foi confirmada.
Ao chegarem à propriedade rural, os policiais realizaram um cerco tático e abordaram dois suspeitos. Um deles seria o proprietário do sítio, enquanto o outro, identificado pelas iniciais O.L., de 53 anos, atuaria como auxiliar na fabricação das armas. Durante a abordagem, o homem revelou a identidade do suposto responsável pela produção dos armamentos, apontado como Oseias Ferreira da Silva, de 36 anos.
Segundo o relato, o armeiro não estava no local no momento da abordagem, mas teria sido localizado posteriormente no bairro Eldorado, na área urbana de Alcobaça. As equipes realizaram diligências e conseguiram encontrá-lo, efetuando a prisão. Com ele, foram apreendidas mais ferramentas utilizadas na fabricação de armas, além de uma pequena quantidade de maconha.
Na oficina clandestina, os policiais apreenderam três espingardas, duas submetralhadoras artesanais, além de diversos materiais e equipamentos utilizados na produção dos armamentos ilegais.
Os três suspeitos foram conduzidos à Delegacia Territorial de Alcobaça, onde o caso foi apresentado ao delegado substituto. Após a análise dos fatos e dos materiais apreendidos, dois dos envolvidos foram autuados em flagrante pelos crimes relacionados à fabricação ilegal de armas de fogo. As medidas legais cabíveis foram adotadas, e o caso segue sob investigação.
