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Em Operação conjunta Polícia Civil de Eunápolis desarticula organização criminosa especializada em golpes digitais e lavagem de dinheiro

Por Neuza em 13/05/2026 às 14:32

Nesta quarta-feira (13), a Polícia Civil do Estado da Bahia, por intermédio da 23ª COORPIN – Eunápolis, com apoio da Polícia Militar da BA, deflagrou uma megaoperação interestadual com o objetivo de desarticular uma organização criminosa sofisticada, especializada em estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de capitais.

A ofensiva contou com a colaboração estratégica do CIBERLAB – Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos/DIOPI/SENASP, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e das Polícias Civis dos estados do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo, onde mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente.

Asfixia Financeira: Bloqueio de R$ 103 Milhões

Como resultado direto da investigação, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de ativos financeiros de R$ 103 milhões. A medida visa paralisar o poder econômico do grupo e assegurar a reparação dos danos causados às vítimas em todo o território nacional. 

Foram executados 11 mandados de busca e apreensão (07 Eunápolis/BA, 01 Crato/CE, 01 Goiânia/GO, 01 Recife/PE e 01 São Paulo/SP) resultando na coleta de farto material probatório e dispositivos eletrônicos.

O Modus Operandi: Engenharia Social

A organização operava através de técnicas avançadas de engenharia social. O esquema iniciava-se com o envio de SMS falsos que alertavam sobre um suposto bloqueio de conta bancária. As mensagens continham links que direcionavam as vítimas a páginas fraudulentas. Ao inserirem seus dados, as contas eram invadidas pelos criminosos, que realizavam transferências imediatas e não autorizadas via PIX para contas controladas pelo grupo criminoso.

Complexa Rede de Lavagem de Capitais

Para ocultar a origem ilícita dos recursos, o grupo estruturou um sistema de lavagem de dinheiro em múltiplos níveis:
• Contas de Passagem: Os valores eram rapidamente fragmentados e dispersos por uma rede de "laranjas".
• Núcleo Familiar e Empresas de Fachada: Líderes utilizavam familiares e empresas fictícias para reintegrar o dinheiro ao patrimônio da organização com aparência de legalidade ou para reinvestir na infraestrutura criminosa.

Tipificação Penal

Os investigados responderão pelos crimes de Estelionato mediante Fraude Eletrônica (Art. 171, § 2º-A do CP), Organização Criminosa (Lei nº 12.850/13) e Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/98). As penas para esses crimes, quando somadas em concurso material, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Fonte: Bahiaextremosul/Ascom

Tags:   Operação Pix Seguro Eunápolis
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