
Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal apreendeu 44 armas de fogo, R$ 535 mil em espécie e cheques que totalizam aproximadamente R$ 1 milhão durante a Operação Guardiões de Fogo, deflagrada nesta terça-feira (29), em Feira de Santana, no centro-norte da Bahia.
A ação investiga possíveis fraudes relacionadas à obtenção e à manutenção do Certificado de Registro (CR) destinado a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs), além de suspeitas envolvendo a regularidade da posse e do controle de armas de fogo.

Foto: Polícia Federal
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal.
Segundo as informações da investigação, os suspeitos teriam apresentado informações e documentos falsos ao solicitar o Certificado de Registro de CAC junto ao Exército Brasileiro. Os documentos, conforme a apuração, poderiam ter sido utilizados para demonstrar o suposto cumprimento das exigências necessárias para a concessão da autorização.
Entre os pontos investigados está a suspeita de que os envolvidos tenham omitido informações relacionadas à existência de uma investigação criminal anterior. A informação poderia ser relevante para a análise dos requisitos de idoneidade exigidos para a obtenção do registro.

Foto: Polícia Federal
Durante as buscas, os policiais encontraram um grande volume de armamentos de diferentes calibres e modelos. O material apreendido inclui revólveres, pistolas, fuzis e espingardas.
Além das armas, foram localizados R$ 535 mil em dinheiro vivo e cheques que, somados, chegam a cerca de R$ 1 milhão. A apreensão dos valores deverá contribuir para a apuração da origem dos recursos e de uma eventual relação com as irregularidades investigadas.
A Polícia Federal deverá analisar documentos, armas e demais materiais recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais. A perícia e a análise do conteúdo apreendido poderão indicar se existem outras irregularidades e se os armamentos encontrados estavam regularmente registrados e vinculados às atividades declaradas pelos investigados.

Foto: Polícia Federal
Os envolvidos poderão responder, inicialmente, por crimes como falsidade ideológica e uso de documento falso, sem prejuízo de outras imputações que possam surgir no decorrer da investigação.
A Operação Guardiões de Fogo busca, portanto, esclarecer como os registros de CAC foram obtidos, verificar a autenticidade das informações apresentadas às autoridades e apurar a regularidade das dezenas de armas encontradas durante a ação.
