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Tirullipa é condenado a indenizar em R$ 15 mil cada mulher que assediou na Farofa da Gkay

Juíza entendeu que o humorista “extrapolou os limites recreativos” ao desamarrar o biquíni de uma moça e tocar as partes íntimas de outra

Por Neuza em 05/08/2026 às 09:28

Tirullipa é condenado a indenizar em R$ 15 mil cada mulher que assediou na Farofa da Gkay

Foto: Reprodução | Instagram

O comediante Tirulipa, de 41 anos, foi condenado a pagar R$ 30 mil em indenização para duas mulheres paraibanas que assediou durante a Farofa da Gkay, em dezembro de 2022.

De acordo com informações do processo, que foi acessado pelo Terra, cada paraibana deve receber a quantia de R$ 15 mil. A decisão é da juíza Leila Regina Corado Lobato, da 36ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza (CE).

Nos autos, consta que o assédio ocorreu durante uma simulação da 'Banheira do Gugu' na Farofa da Gkay. No extinto quadro do Domingo Legal (SBT), os participantes competiam para encontrar e coletar sabonetes em uma banheira com água.

Durante a brincadeira, Tirulipa puxou o nó da roupa de banho de uma das mulheres e tocou os seios da outra sem consentimento. Essas duas atitudes foram gravadas por pessoas no local e anexadas ao processo.

Na decisão, a juíza entendeu que o humorista “extrapolou os limites inerentes à atividade recreativa” ao desamarrar o biquíni de uma das moças e ao se aproveitar da situação para tocar as partes íntimas de outra.

O texto da magistrada também aponta que a divulgação dos vídeos e sua respectiva repercussão nacional aumentaram o constrangimento das vítimas, que passaram a ser alvo de comentários e chacotas.

Além da indenização de R$ 30 mil, a ser dividida igualmente entre as moças, Tirulipa foi condenado a pagar as custas processuais.

O processo ainda cabe recurso. O Terra procurou a defesa do humorista, mas não obteve resposta.

Em caso de violência contra a mulher, denuncie
Violência contra a mulher é crime, com pena de prisão prevista em lei. Ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, denuncie. Você pode fazer isso por telefone (ligando 190 ou 180). Também pode procurar uma delegacia, normal ou especializada.

Fonte: Portal Terra

Tags:   assédio
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