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Prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário são presos em operação da Polícia Federal

Prefeito e ex-prefeito são suspeitos de fraude em licitações e desvio de recursos

Por Neuza em 26/05/2026 às 16:12

Prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário são presos em operação da Polícia Federal

Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT) foram presos na manhã desta terça-feira (26) durante investigação em Pedro Canário, Espírito Santo — Foto: Reprodução

O prefeito de Pedro Canário, Kleilson Rezende, e o ex-prefeito do município, Bruno Araújo, foram presos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26) durante a segunda fase da Operação Eco da Fraude. A investigação apura um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos ligados à realização do tradicional Forró da Tábua Lascada, evento realizado em agosto de 2025.

De acordo com a Polícia Federal, além dos dois mandados de prisão, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além do bloqueio de bens dos investigados.

As investigações são conduzidas pela Delegacia da Polícia Federal em São Mateus e apontam para a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e empresários. Segundo a PF, o grupo teria atuado na manipulação de processos licitatórios, superfaturamento de contratos e pagamento de vantagens indevidas durante a contratação de serviços para o evento.

Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada por alguns dos suspeitos. Há ainda indícios de uso de contas bancárias de terceiros para movimentação de dinheiro em espécie e ocultação da origem dos recursos, prática que pode caracterizar lavagem de dinheiro.

O Forró da Tábua Lascada é uma das festas mais tradicionais de Pedro Canário e costuma atrair milhares de visitantes todos os anos. Na edição investigada, realizada em agosto do ano passado, o evento contou com três dias de programação e grande estrutura montada para o público.

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão em caso de condenação.

Em nota, a Prefeitura de Pedro Canário informou que o processo tramita sob segredo de Justiça e afirmou que acompanha o caso para obter mais informações sobre a investigação. A administração municipal declarou ainda que mantém compromisso com a transparência, a responsabilidade na gestão pública e o respeito à população.

Fonte: Bahiaextremosul

Tags:   Operação Eco da Fraude II
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