
Uma operação integrada das forças de segurança da Bahia resultou, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (3), na prisão de oito advogados investigados por suposto envolvimento em um esquema criminoso ligado a facções com atuação dentro do sistema prisional do estado.
Batizada de Operação Sintonia de Gravata, a ação é coordenada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Polícia Civil.

Segundo os órgãos responsáveis, a investigação busca desarticular uma rede que teria facilitado a comunicação e o repasse de informações entre integrantes de organizações criminosas custodiados em unidades prisionais e pessoas em liberdade, utilizando, supostamente, a atuação de profissionais da advocacia para favorecer as atividades das facções.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão contra advogados. Paralelamente, outras 12 ordens judiciais foram executadas contra detentos que já se encontravam presos em diferentes unidades do sistema penitenciário baiano.

Além das prisões, as equipes também deram cumprimento a 27 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
A operação foi realizada de forma simultânea em Salvador e nos municípios de Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari, mobilizando policiais civis, policiais penais, integrantes do Ministério Público e demais forças de segurança.
As investigações apontam que o grupo é suspeito de participar de um esquema voltado ao fortalecimento de organizações criminosas, com possível utilização indevida de prerrogativas profissionais para facilitar a comunicação entre líderes de facções presos e integrantes que atuavam fora das unidades prisionais.

Os materiais apreendidos serão encaminhados para análise pericial e poderão auxiliar na identificação de outros envolvidos. As investigações seguem em andamento, e os órgãos responsáveis não descartam o cumprimento de novas medidas judiciais nas próximas fases da operação.
As autoridades ressaltam que os investigados terão assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.

