
Foto: Thuane Maria/GOVBA
A integração entre salvamento aquático e aéreo marcou o treinamento teórico e prático promovido pelo 13º Batalhão de Bombeiros Militar (13º BBM/Bmar), realizado na manhã desta quarta-feira (7), na Praia do Corsário, em Salvador. Ao todo, 45 guarda-vidas, mergulhadores e integrantes da equipe náutica participam da capacitação, que segue até o dia 9 de abril e tem como objetivo aprimorar a coordenação, a agilidade e a atuação conjunta das equipes, fundamentais para reduzir o tempo de resposta em emergências.
A participação da aeronave Fênix 01, do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), foi um dos destaques do treinamento. De acordo com o subcomandante do Centro de Gestão do Vetor Aéreo do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), major BM Flávio Rodrigues, a iniciativa fortalece a integração entre as equipes. “Já contamos com uma equipe bem treinada de guarda-vidas no batalhão marítimo, que atua durante todo o verão. Com o apoio da aeronave, buscamos integrar essas atividades. Esse recurso estratégico permite reduzir o tempo de resposta nas ocorrências, além de ampliar a visualização das vítimas”, explicou.
A atuação aérea do Corpo de Bombeiros da Bahia vem se consolidando e, para ampliar essa capacidade operacional, uma segunda aeronave está prevista para chegar ainda neste mês de abril.
Durante o treinamento, os militares participam de instruções teóricas e simulações práticas de resgate, que incluem técnicas de aproximação e afastamento de equipes, além de dinâmicas em ambiente aquático que reproduzem situações reais com apoio aéreo. “A orla de Salvador possui cerca de 50 quilômetros de extensão. É uma área extensa, com alta probabilidade de ocorrências de afogamento. O apoio do GOA é fundamental para reduzir distâncias e o tempo de atendimento, evitando possíveis mortes”, destacou o coordenador de Planejamento Operacional do 13º BBM/Bmar, capitão BM Joel Adriano dos Santos.
Participando pela primeira vez da capacitação, o guarda-vida soldado BM Caio Adriel ressaltou a importância da integração para o trabalho diário nas praias da capital. “Existem situações extremas em que a vítima está muito distante da faixa de areia, sendo necessário o apoio da aeronave para garantir um transporte mais seguro tanto para a vítima quanto para o socorrista”, afirmou.
