
TEIXEIRA DE FREITAS — O resultado das eleições de 2026 para deputado estadual reacendeu a discussão sobre a representação política de Teixeira de Freitas. O município possui 105.045 eleitores aptos e registrou 76.853 votos válidos para o cargo.
Dos votos válidos, 45.801 foram destinados aos cinco candidatos ligados à cidade. Penélope Belitardo (PDT) liderou com 27.318 votos, seguida por Coronel França (PL), com 12.232. Também receberam votos Marta Helena (2.735), Simara do Projeto Resgate (Avante, 1.503 votos e Alex Biquini (Republicanos) com 475 votos.
Os outros 31.052 votos, equivalentes a aproximadamente 40,4% dos votos válidos, foram distribuídos entre dezenas de outros candidatos.
Entre eles, aparecem nomes que receberam mais de mil votos, como André Fidalgo, com 1.410; Niltinho, com 1.302; Diego Castro, com 1.277; e Sandro Régis, com 1.077 votos. A partir daí, a votação se pulverizou entre diversos candidatos.
O resultado levanta um debate sobre a capacidade do município de transformar seu expressivo eleitorado em representação política diretamente ligada à cidade. Embora o eleitor tenha liberdade para escolher qualquer candidato, independentemente de sua origem, também existe a expectativa de que os parlamentares eleitos mantenham diálogo com Teixeira de Freitas e acompanhem as demandas locais.
A votação proporcional, porém, não permite classificar automaticamente como “perdidos” os votos dados a candidatos que não foram eleitos, já que a distribuição das cadeiras considera também o desempenho dos partidos e federações.
Ao final da apuração, os números deixam uma questão para o município: como transformar um eleitorado de mais de 105 mil pessoas em uma representação política capaz de defender e acompanhar permanentemente as demandas de Teixeira de Freitas e do Extremo Sul da Bahia?
