A família de Márcio Brito Costa, de 35 anos, denuncia que ele foi deixado duas vezes durante a madrugada no centro de Caculé após falhas no transporte do Tratamento Fora do Domicílio (TFD). O paciente precisa se deslocar três vezes por semana até Guanambi, a cerca de 113 quilômetros, para realizar sessões de hemodiálise e depende do serviço para retornar ao povoado de Várzea Grande, onde mora.
Segundo a mãe, Tereza Brito Santos Costa, após as sessões realizadas na última semana, Márcio foi deixado em um posto de saúde da cidade, mas o transporte que o levaria até sua casa não apareceu. “Era madrugada, estava tudo fechado, e ele ficou na rua, sem assistência”, relatou.
A situação teria se repetido em dois dias. Em uma das ocasiões, o paciente conseguiu carona; na outra, precisou dormir na casa de conhecidos. Márcio enfrenta problemas renais, hipertensão e convulsões e necessita de tratamento contínuo para sobreviver.
A família cobra explicações das autoridades. O espaço segue aberto para manifestação da secretária de Saúde.
