Mais de 120 pássaros silvestres foram resgatados pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Porto Seguro) durante uma operação realizada na sexta-feira (21), em uma propriedade rural localizada no Povoado de Rio Novo de Baixo, no município de Ibicuí, no sudoeste da Bahia.
A ação foi desencadeada após a unidade policial receber denúncias anônimas sobre a manutenção irregular de aves da fauna silvestre em cativeiro, com suspeita de finalidade comercial.
Ao chegar ao imóvel indicado, a equipe foi recebida por um morador, que autorizou a entrada dos policiais para a averiguação. Durante as buscas, os agentes encontraram diversos viveiros e gaiolas contendo dezenas de aves silvestres nativas, mantidas sem as licenças ou autorizações exigidas pelos órgãos ambientais.
Entre os animais encontrados estavam aproximadamente 70 canários-da-terra, 50 azulões, quatro papa-capins, um corrupião, um trinca-ferro e um cardeal.

Segundo a polícia, o homem que estava na propriedade declarou que as aves pertenciam ao irmão, que não se encontrava no local no momento da abordagem. Diante da situação constatada, ele foi conduzido à Delegacia Territorial de Ibicuí, onde prestou esclarecimentos e a ocorrência foi registrada para adoção das medidas legais cabíveis.
A ocorrência foi enquadrada, em princípio, no Artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais, que trata, entre outras condutas, de manter, adquirir, guardar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida autorização, licença ou permissão da autoridade competente.

Após os procedimentos policiais, todas as aves resgatadas foram encaminhadas ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), em Itabuna, onde ficarão sob os cuidados de profissionais especializados.
Os animais deverão passar por triagem, avaliação veterinária e um período de readaptação, etapa necessária para verificar as condições de saúde e a capacidade de sobrevivência antes de uma eventual devolução à natureza.

A ação reforça o trabalho de fiscalização e combate ao tráfico e à manutenção irregular de animais silvestres, práticas que representam ameaça à biodiversidade e podem causar graves impactos à fauna nativa.
