
Uma moradora da Rua Joana Angélica, na região central de Itamaraju, procurou a nossa redação nesta terça-feira para denunciar o que classificou como falta de respeito da gestão municipal com os moradores da localidade. O protesto aconteceu durante uma intervenção realizada por equipes ligadas à prefeitura e acabou gerando um clima de tensão entre ela e trabalhadores da obra.

Vídeos gravados por moradores mostram o momento em que uma mulher se posiciona em frente a uma retroescavadeira para impedir a continuidade dos serviços. Revoltada, ela questiona a condução da obra e cobra mais atenção do poder público para os problemas enfrentados diariamente pela comunidade.
“Daqui eu não saio. A gente trabalha, paga taxa de esgoto, paga iluminação, paga imposto e não vê retorno”, desabafou a moradora durante o protesto, acompanhado por vizinhos que também demonstraram indignação com a situação.
Segundo relatos dos moradores, a principal reclamação é a falta de diálogo antes do início da intervenção. A moradora afirma que não recebeu explicações claras sobre o projeto executado no local e teme que a obra cause impactos negativos na rotina das famílias.
A mulher também criticou a situação da infraestrutura urbana da região e alegou abandono por parte da administração municipal. Durante a manifestação, ela chegou a comparar os investimentos feitos pela prefeitura em eventos festivos com a falta de melhorias consideradas essenciais para os bairros.

A retroescavadeira utilizada na obra permaneceu parada por parte da manhã após a mobilização da moradora. Ela afirma que deseja uma reunião com representantes da prefeitura antes que os trabalhos sejam retomados.

Até o momento, a administração municipal e a Secretaria de Obras não se pronunciaram oficialmente sobre as reclamações apresentadas pela mulher.

O episódio reacende o debate sobre planejamento urbano, transparência e participação popular em obras públicas realizadas no município de Itamaraju.


