
A Delegacia Territorial de Itabela passou a contar com uma Sala Lilás, espaço destinado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica, familiar e de gênero. A inauguração ocorreu na manhã desta segunda-feira (31), encerrando o Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência contra a mulher. A implantação do espaço começou ainda quando Johnson Tanimoto era delegado titular de Itabela.
O atual delegado titular, Eduardo Dias, explicou que a Sala Lilás funciona separada do atendimento convencional da delegacia, garantindo maior privacidade às vítimas. “A mulher vítima às vezes já está psicologicamente abalada. Ela chega, toca o interfone e é atendida. Não precisa entrar dentro da delegacia”, explicou. No espaço poderão ser registrados boletins de ocorrência, solicitadas medidas protetivas e realizados outros procedimentos policiais.

A delegada Amanda Rezeno, responsável pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAM) em Eunápolis, classificou a iniciativa como um avanço para o município. “É uma vitória muito grande para a cidade de Itabela e para as mulheres de Itabela. Com a Sala Lilás, ela vai ter esse espaço de acolhimento e privacidade, onde poderá relatar tudo com a tranquilidade e o respeito que merece”, destacou.
A presidente da Câmara, Simone Sossai, ressaltou o fortalecimento da rede de proteção às mulheres. “A gente não pode fazer uma campanha de Agosto Lilás e não dar à mulher todas as ferramentas para conseguir denunciar e buscar uma medida protetiva. Essa rede de apoio é muito importante”, afirmou. Simone também lembrou Laura da Saúde, servidora pública de Itabela vítima de violência doméstica em 2021 e que atualmente dá nome ao CREAS do município.

A solenidade reuniu representantes das polícias Civil e Militar, o prefeito Ricardo Flauzino, vereadores, representantes do Sindicato dos Produtores Rurais, imprensa e outras autoridades. Com a Sala Lilás, a Delegacia de Itabela amplia a estrutura de acolhimento e proteção às mulheres, oferecendo atendimento mais reservado, seguro e humanizado às vítimas de violência.
