Sob autorização da justiça, o corpo de Letícia Ferreira do Nascimento, de 29 anos, foi removido do cemitério municipal de Teixeira de Freitas na manhã desta sexta-feira, 29 de março, para ser encaminhado para um novo velório e sepultamento em Materlândia, Minas Gerais, onde reside parte dos seus familiares. A morte de Letícia, que envolve muito mistério, ganhou repercussão nacional depois que a família procurou a jornalismo da TV Record para relatar o desaparecimento da jovem.

A vítima que morava em Betim/MG, atualmente residia em Teixeira de Freitas com o companheiro, André Santos Silva, de 33 anos, quem conheceu por meio de redes sociais na internet.

Pai de Letícia
A jovem que sempre mantinha contato com a família, deixou de dar notícias em 20 de dezembro de 2018, após solicitar ao pai, dinheiro para que pudesse retornar para casa, em Minas.

A notícia da morte de Letícia só chegou para a família no dia 22 de março, a jovem já havia sido sepultada no dia 9 do mesmo mês, mediante apresentação de documentos apresentados por André, ao administrador do cemitério.

Ocorre que após o sepultamento e solicitação da família sobre a motivação da morte de Letícia, André teria falsificado o laudo e apresentou aos parentes da vítima um exame que atesta a causa da morte em decorrência de um câncer, mas de acordo com o documento original emitido pela perícia do Departamento de Polícia Técnica, Letícia, que chegou a passar por atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sofreu hemorragia interna e espancamento.
Antes ser encaminhada à UPA, de acordo com o registro feito por André na delegacia no dia 3 de março, comunicando o falecimento da companheira, Letícia teria passado mal na tarde do dia anterior, já que sentia muita dor.
A jovem vomitava bastante e não menstruava há quatro meses, segundo André. Ele ainda contou na delegacia, que achou se tratar de uma gestação e a levou para a UMMI, mas a gravidez foi descartada. Já no dia 3 de março, ela passou mal novamente, foi levada para a UPA e morreu logo após dar entrada na unidade.
Para os funcionários da UPA, André teria dito que jovem foi violentada por três pessoas não identificadas na Praça da Bíblia, quando ela pedia dinheiro para ajudar em casa, já que ainda segundo ele, o casal passava por necessidades. Uma mulher e seus dois filhos, teriam achado que Letícia pedia dinheiro para comprar drogas, quando foi agredida.
Há informações de que André chegou a se passar pela vítima usando suas redes sociais, em seu perfil, ele lamentou a morte da companheira e disse que ela sofria com um câncer no fígado que provocava inchaço na barriga, semelhante ao crescimento do útero durante a gestação.
Para tentar enganar os familiares, André retirou da declaração de óbito as causas da morte: Hemorragia Interna; Traumatismo de Órgãos Abdominais e C) Ação Contundente, o que evidencia morte violenta deixando apenas o Traumatismo de Órgão, tentando evidenciar um falso câncer.
O caso foi registrado na 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior e segue sob investigação. Após a repercussão do caso, André não foi mais visto em Teixeira de Freitas.
