
Imagem mostra destruição em Catia La Mar, na Venezuela, após terremoto — Foto: Federico Parra/AFP
Equipes de resgate seguem mobilizadas na Venezuela na tentativa de localizar sobreviventes dos dois fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira. Apesar do cenário de destruição, resgates realizados nos últimos dias renovaram a esperança em meio à operação que ainda tenta reduzir a extensa lista de desaparecidos.
O estado de La Guaira, localizado a cerca de 40 quilômetros ao norte de Caracas, foi o mais atingido pelos tremores. Diversos edifícios desabaram completamente, transformando áreas urbanas em montes de areia, concreto e escombros.
Segundo dados divulgados pelas autoridades neste domingo (28), o número de mortos chegou a aproximadamente 1.450 pessoas, enquanto 3.150 permanecem feridas, 12.721 estão desalojadas e 774 edificações desabaram.
A presidente interina Delcy Rodríguez informou que as operações de busca e recuperação permanecem em andamento e destacou que ainda existem possibilidades de encontrar pessoas com vida.
“Os esforços de resgate e recuperação continuam. Nesse domingo resgatamos pessoas com vida e, portanto, as operações não serão suspensas. Sempre mantemos a esperança”, declarou.
Rodríguez também anunciou a criação de uma comissão presidencial para avaliar as condições estruturais dos imóveis atingidos. Além disso, confirmou que as aulas permanecerão suspensas por mais uma semana e afirmou que cerca de 75% do fornecimento de energia elétrica em La Guaira já foi restabelecido.
O governo venezuelano agradeceu o apoio de voluntários civis que transportaram doações e auxílio humanitário para a região afetada. No entanto, o acesso por estrada ao estado passou a ser controlado pelas autoridades, sob justificativa de garantir maior fluidez aos veículos de emergência.
Mais de 2.600 socorristas estrangeiros passaram a atuar no país para reforçar as operações. Antes da chegada das equipes internacionais, moradores e voluntários locais trabalharam por dias retirando sobreviventes e vítimas dos escombros, enfrentando dificuldades pela escassez de equipamentos pesados e pelas constantes réplicas que continuam atingindo a região.
Entre os resgates mais recentes, um pai e seu filho foram retirados com vida dos destroços de um prédio que desabou no domingo.
Enquanto isso, a dimensão da tragédia ainda preocupa autoridades e familiares. Embora o governo fale em centenas de desaparecidos, um levantamento mantido por grupos de oposição registrava, até este domingo, cerca de 50 mil pessoas desaparecidas, número inferior às 55 mil registradas no dia anterior.
