
A Bahia registrou uma redução na taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual caiu de 9,9% em 2024 para 9,5% em 2025.
Apesar do avanço, o cenário ainda representa um dos principais desafios educacionais do estado. Em números absolutos, aproximadamente 1,145 milhão de baianos com 15 anos ou mais não sabiam ler e escrever um bilhete simples em 2025. O contingente, no entanto, foi menor que o registrado no ano anterior, quando havia cerca de 1,174 milhão de pessoas nessa condição.
O resultado baiano acompanha a tendência de queda observada em todo o país. Em 2025, o Brasil chegou a 4,9% de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais, o menor índice da série histórica iniciada em 2016 e a primeira vez em que o indicador ficou abaixo de 5%. Ao todo, eram 8,4 milhões de brasileiros analfabetos nessa faixa etária.
A redução nacional foi de 0,4 ponto percentual em relação a 2024. Ainda assim, as desigualdades regionais permanecem expressivas. O Nordeste concentrava 4,8 milhões de pessoas analfabetas, equivalente a 57,4% do total registrado no país.
Na Bahia, a queda de 9,9% para 9,5% representa uma redução de 0,4 ponto percentual. Mesmo com o avanço, o índice estadual ainda é praticamente o dobro da média brasileira.
Para enfrentar o problema, o Ministério da Educação (MEC) desenvolve ações por meio do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA).
A iniciativa reúne União, estados e municípios e busca não apenas alfabetizar jovens, adultos e idosos, mas também garantir a continuidade dos estudos e ampliar a oferta de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Entre as estratégias estão a formação de professores e gestores, distribuição de materiais didáticos e ações de mobilização para incentivar o retorno à escola.
Uma das ferramentas criadas dentro dessa política é o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA). A plataforma permite que pessoas que desejam voltar a estudar registrem seu interesse e recebam orientações para realizar a matrícula na EJA. O sistema também permite localizar escolas que oferecem a modalidade.
Além disso, o MEC mantém o Programa Brasil Alfabetizado, voltado à alfabetização de jovens com 15 anos ou mais, adultos e idosos. Dados oficiais do programa incluem registros de estudantes matriculados nas ações desenvolvidas nos estados, entre eles a Bahia.
Embora a queda seja positiva, os números mostram que a Bahia ainda enfrenta um desafio significativo para garantir o direito à educação básica. O próprio planejamento educacional do estado destaca que o contingente de pessoas analfabetas permanece elevado e aponta a necessidade de ampliar a EJA e sua integração com a educação profissional.
O avanço de 2025, portanto, representa uma melhora no indicador, mas também reforça a necessidade de manter políticas de alfabetização e de criar condições para que jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à escola na idade regular possam retomar os estudos.
Para quem deseja voltar a estudar, o CadEJA permite realizar o cadastro de interesse e buscar unidades que oferecem EJA. A plataforma é gratuita e foi criada justamente para aproximar estudantes das redes públicas de ensino.
Acesse o CadEJA
