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Nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a Polícia Civil apreendeu em flagrante um adolescente de 13 anos suspeito de cometer atos infracionais análogos aos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado por asfixia. A vítima é uma bebê de 1 ano e 3 meses.
O caso, que chocou a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, começou a ser desvendado quando a criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã.
De acordo com as investigações, a bebê já chegou à unidade de saúde sem vida. Durante o atendimento, a equipe médica identificou sinais imediatos de agressão física, além de vestígios de sangue na fralda e evidências sugestivas de violência sexual. Diante da gravidade dos indícios, a Polícia Militar foi acionada imediatamente pelos profissionais de saúde.
O crime ocorreu em um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida, localizado em uma área descrita pela polícia como de difícil acesso e sob influência de facções criminosas.
A Polícia Civil informou que foram reunidos elementos robustos de autoria logo nas primeiras horas de diligência.
Ao ser confrontado com as provas colhidas, o adolescente confessou a prática dos atos. Além de admitir o ataque à bebê, o jovem afirmou ter cometido atos similares contra outras crianças que frequentavam a casa.
Diante da confissão e da brutalidade do caso, foi lavrado o Auto de Apreensão de Adolescente por Ato Infracional. A autoridade policial já representou pela internação provisória do menor, fundamentada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
"A gravidade dos fatos exige uma resposta imediata do Estado para garantir a ordem pública e a instrução do processo socioeducativo", destacou a Polícia Civil em nota.
O adolescente permanece custodiado e está à disposição do Ministério Público e da Justiça, que deverão decidir sobre a medida de internação definitiva nos próximos dias.
