Duas turistas foram baleadas na manhã desta terça-feira (24) enquanto transitavam por uma estrada vicinal nas imediações da Barra do Cahy, no município de Prado, no extremo sul da Bahia. A região é reconhecida como um dos marcos históricos da chamada “Descoberta do Brasil” e costuma atrair visitantes em busca de tranquilidade, belezas naturais e relevância cultural.
Segundo informações preliminares, as vítimas foram atingidas por disparos de arma de fogo em um trecho de acesso à zona rural. Elas receberam os primeiros atendimentos em uma Unidade de Saúde da Família no distrito e, até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre o estado de saúde.
A área onde ocorreu o atentado é alvo de disputa judicial por terras. Atualmente, o local está ocupado por pessoas que se identificam como indígenas. De acordo com relatos de moradores e produtores rurais, há registros da presença de indivíduos armados na região, o que tem gerado preocupação crescente entre quem vive e trabalha no entorno.
Moradores afirmam que o clima é de insegurança constante, com restrições informais de circulação e receio de novos episódios de violência. Produtores rurais relatam dificuldades para acessar propriedades e manter atividades agrícolas.
O caso repercutiu imediatamente na Câmara Municipal de Prado. Durante sessão realizada nesta terça-feira, vereadores interromperam os trabalhos para tratar do ocorrido, mobilizar apoio às vítimas e cobrar providências das autoridades estaduais e federais.
Há informações de que o conflito fundiário já teria chamado a atenção de órgãos federais, incluindo a Polícia Federal, diante da complexidade jurídica da disputa e da escalada da tensão na região.
Até o momento, as circunstâncias exatas dos disparos não foram oficialmente esclarecidas. A expectativa é de que a Polícia Civil instaure inquérito para apurar autoria e motivação do crime, enquanto forças de segurança avaliam medidas para reforçar o policiamento na área.
O episódio reacende o debate sobre segurança em zonas de conflito fundiário e levanta preocupações quanto à preservação da ordem pública em um dos destinos turísticos mais emblemáticos do litoral baiano.
