Foto 1: Fábio Marconi/Divulgação PMS — Foto 2: Reprodução/Redes sociais
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte da turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, ocorrida nesta quarta-feira (5), no Pelourinho, em Salvador. Natural de Ribeirão Preto (SP), Giulia estava visitando a histórica Igreja de São Francisco, localizada no Largo do Cruzeiro de São Francisco, quando parte do teto da basílica desabou.
O trágico incidente também deixou outras cinco pessoas feridas, incluindo uma turista. Os feridos foram prontamente atendidos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros. Posteriormente, todos foram encaminhados para uma unidade de saúde local. Segundo informações das autoridades de saúde, os ferimentos foram leves e nenhum dos pacientes corre risco de morte.
As autoridades emitiram guias para os trabalhos periciais realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Os laudos serão fundamentais para esclarecer as causas do acidente, que impactou uma das construções mais icônicas do centro histórico de Salvador.
A Igreja de São Francisco é um dos principais atrativos turísticos da cidade, famosa por seu contraste arquitetônico marcante. O exterior austero, inspirado nas construções jesuítas, contrasta com seu interior ricamente adornado com detalhes luxuosos em ouro. Construída com pedra calcária em suas partes aparentes e arenito nas áreas rebocadas, a basílica é considerada um patrimônio histórico e cultural de grande relevância.
Em nota, a Arquidiocese de Salvador lamentou profundamente o ocorrido e afirmou estar colaborando integralmente com as autoridades para a apuração dos fatos. "Manifestamos nossa solidariedade à família da vítima e oramos pela pronta recuperação dos feridos. Estamos comprometidos em auxiliar nas investigações para entender as circunstâncias desse acidente lamentável", declarou a instituição.
A tragédia levanta questionamentos sobre a segurança das construções históricas da região, que recebem um grande fluxo de visitantes ao longo do ano. Especialistas ressaltam a necessidade de inspeções frequentes e manutenções preventivas para garantir a integridade estrutural desses patrimônios.
A família de Giulia Panchoni Righetto está em contato com as autoridades locais para a liberação do corpo e organização do translado para Ribeirão Preto, onde ocorrerá o velório. O caso segue sob investigação.