Dr. Dionísio Filho, chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos
O laudo preliminar do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, no Sertão da Paraíba, identificou 24 lesões provocadas por objeto perfurocortante no corpo do recém-nascido Brayan Gabriel Guedes de Lucena, de apenas 23 dias de vida. O resultado foi apresentado nesta quinta-feira (15), pelo chefe do órgão, médico legista Dionísio Filho.
O número de ferimentos supera a estimativa inicial, que apontava cerca de 15 golpes. Segundo as informações divulgadas pela perícia, as lesões estavam distribuídas por diferentes partes do corpo da criança, incluindo regiões vitais.
De acordo com o médico legista, os exames indicaram que o bebê ainda estava vivo no momento das agressões, um dado que reforça a gravidade do caso. O corpo foi encaminhado para exames complementares no Instituto de Polícia Científica, que deverão contribuir para esclarecer a causa exata da morte, identificar o instrumento utilizado e estabelecer a dinâmica das lesões.
O pai e a mãe da criança, ambos de 19 anos, foram presos em flagrante no local do crime. Conforme as informações divulgadas, os dois apresentam versões divergentes sobre o ocorrido e atribuem um ao outro a responsabilidade pelas agressões.
Após a audiência de custódia, a Justiça determinou que os investigados permanecessem presos em unidades prisionais distintas, sem concessão de liberdade provisória, conforme a decisão judicial informada.
A Delegacia de Homicídios de Patos conduz as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte, determinar a participação de cada suspeito e apurar a possível motivação do crime.
Apesar dos resultados preliminares da perícia e das prisões, a autoria ainda precisa ser estabelecida pelas autoridades responsáveis pela investigação. A confirmação dos detalhes dependerá da análise dos laudos complementares e dos demais elementos reunidos no inquérito.
O caso provocou comoção pela pouca idade da vítima e pela violência descrita nos exames periciais. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Civil, e os investigados têm direito à presunção de inocência até eventual condenação judicial.
