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Operação Vendetta prende um policial militar e um monitor penal por participação no homicídio de advogada em Itororó

Foram cumpridas medidas judiciais em Lauro de Freitas e Dias d'Ávila e identificou outros três investigados por participação no crime

Por Neuza em 04/08/2026 às 07:51

Operação Vendetta prende um policial militar e um monitor penal por participação no homicídio de advogada em Itororó


Chamada: Investigação aponta que grupo teria monitorado a rotina de Cláudia Félix de Oliveira antes do homicídio; entre os presos está um policial militar da ativa. Polícia também apreendeu armas, munições, veículos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer o crime

A Polícia Civil da Bahia avançou nas investigações sobre o assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, morta a tiros dentro da própria residência, em Itororó, no sul da Bahia. Na segunda-feira (3), uma operação coordenada por unidades especializadas da corporação resultou na prisão temporária de dois suspeitos apontados como participantes da execução, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em imóveis ligados à investigação.

Operação Vendetta prende um policial militar e um monitor penal por participação no homicídio de advogada em Itororó

Batizada de Operação Vendetta, a ação busca esclarecer não apenas quem participou diretamente do homicídio, mas também a possível motivação, o planejamento e a atuação de cada integrante do grupo envolvido no crime.

Operação Vendetta prende um policial militar e um monitor penal por participação no homicídio de advogada em Itororó

Cláudia foi assassinada no dia 25 de julho, depois que homens armados invadiram sua residência e efetuaram disparos. Desde então, equipes da Polícia Civil vinham realizando diligências para reconstruir os passos dos suspeitos antes, durante e depois do crime.

Um dos principais elementos obtidos durante as investigações é a suspeita de que o homicídio tenha sido planejado com antecedência. Investigação aponta planejamento e monitoramento da vítima

Segundo a Polícia Civil, dois dos investigados que acabaram presos, acompanhados de um terceiro homem, de 39 anos, e de um quarto indivíduo ainda não identificado, teriam deixado o município de Dias d'Ávila na noite de 24 de julho, com destino a Itororó.

Já durante a madrugada do dia seguinte, o grupo teria se deslocado até a residência da advogada, onde o crime foi cometido.

As diligências indicam ainda que a movimentação não teria começado naquela noite. De acordo com os investigadores, integrantes do grupo estiveram em Itororó nos dias 20 e 21 de julho, quando teriam realizado um monitoramento da rotina da vítima.

A informação reforça a hipótese de que o homicídio não teria ocorrido de forma aleatória, mas seria resultado de uma ação previamente organizada. A Polícia Civil continua reunindo provas para determinar o papel desempenhado por cada suspeito.

Um dos presos foi encontrado na saída de unidade prisional
Durante a operação, um dos alvos, de 27 anos, foi localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalhava como monitor de ressocialização terceirizado.

No momento do cumprimento do mandado de prisão temporária, os policiais encontraram com o investigado uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições.

A apreensão será submetida à análise pericial. O objetivo é verificar se o armamento ou as munições possuem alguma relação com o crime investigado. Além da prisão, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços relacionados ao suspeito, em Dias d'Ávila.

Nos locais foram encontrados:

duas pistolas de airsoft;
um fuzil de airsoft;
um colete tático;
67 estojos de munições de diferentes calibres;
dois rádios comunicadores HT;
um documento pertencente a outro investigado, de 39 anos.
Os objetos foram recolhidos e serão analisados pelos peritos. A Polícia Civil pretende utilizar os resultados das perícias para confrontar os materiais encontrados com os demais elementos já obtidos durante a investigação.

Operação Vendetta prende um policial militar e um monitor penal por participação no homicídio de advogada em Itororó


Outro alvo da operação é um policial militar da ativa, de 29 anos, que teve o mandado de prisão temporária cumprido durante a ação. A prisão amplia a dimensão da investigação, que passou a envolver também a apuração da eventual participação de um agente público na organização ou execução do homicídio.

A presença do policial entre os investigados também levou à participação da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia nas diligências. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a função específica que teria sido desempenhada pelo militar no crime. Essa circunstância permanece sob investigação e deverá ser esclarecida a partir da análise das provas reunidas.

Operação Vendetta prende um policial militar e um monitor penal por participação no homicídio de advogada em Itororó

Uma das principais linhas investigativas aponta que o assassinato pode ter sido motivado por uma questão financeira envolvendo um familiar da vítima. Segundo a Polícia Civil, o crime estaria relacionado a uma dívida que um sobrinho de Cláudia teria contraído com um homem de 20 anos, residente em Camaçari. As apurações indicam que esse homem teria atuado como possível mandante do homicídio.

A hipótese, no entanto, ainda é tratada como linha de investigação. A Polícia Civil continua trabalhando para confirmar a motivação e estabelecer de forma individualizada a participação de todos os envolvidos.

Em declaração sobre o andamento do caso, o delegado Roberto Júnior, diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), afirmou que as provas reunidas até o momento fundamentaram o pedido das prisões temporárias.

Operação Vendetta prende um policial militar e um monitor penal por participação no homicídio de advogada em Itororó

Segundo o delegado, outros investigados continuam sendo procurados.

“As investigações continuam em andamento para esclarecer integralmente a dinâmica do crime, individualizar a conduta de cada investigado e reunir todos os elementos de prova que serão encaminhados ao Poder Judiciário”, afirmou.

Veículos utilizados no crime também foram apreendidos
Outro avanço considerado importante pelos investigadores foi a identificação dos dois veículos utilizados na ação criminosa.

Os automóveis foram localizados e apreendidos pela Polícia Civil. Conforme as apurações, os veículos haviam sido alugados e um deles circulava com placa adulterada.

A identificação dos carros pode ajudar os investigadores a reconstruir o deslocamento do grupo entre Dias d'Ávila e Itororó, além de esclarecer os movimentos realizados nos dias anteriores ao assassinato.

A análise dos veículos, somada a outros elementos obtidos durante a investigação, deverá contribuir para estabelecer a cronologia da ação e identificar eventuais conexões entre os envolvidos.

Prisões são temporárias e investigação continua
Após o cumprimento das ordens judiciais, os dois presos foram conduzidos para uma unidade policial, onde passaram pelos procedimentos legais. Eles permanecem custodiados à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil ressalta que as investigações ainda não foram concluídas. Outros suspeitos permanecem foragidos e são procurados pelas equipes responsáveis pelo caso.

O objetivo da continuidade das diligências é esclarecer toda a dinâmica do homicídio, identificar quem teria participado do planejamento, quem executou diretamente a ação e qual teria sido a função de cada envolvido.

Força-tarefa reúne diferentes unidades
A Operação Vendetta mobilizou equipes da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (21ª COORPIN/Itapetinga) e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste).

Também participaram da operação equipes do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO) e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.

A atuação conjunta das unidades permitiu o cumprimento das ordens judiciais em diferentes localidades e a apreensão de materiais que agora serão submetidos à perícia.

Com dois suspeitos presos, veículos apreendidos e novas evidências incorporadas ao inquérito, a Polícia Civil busca avançar na elucidação do assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira e chegar aos demais envolvidos no crime.

As diligências permanecem em andamento, e os investigadores ainda trabalham para localizar os outros suspeitos e esclarecer, de forma definitiva, as circunstâncias que levaram à execução da vítima.

Fonte: Por redação do Bahiaextremosul.

Tags:   Bahia Operação Vedetta prisão PM agente de ressocialização morte de advogada
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