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A teledramaturgia brasileira perdeu neste sábado (10) um de seus grandes nomes. Manoel Carlos, referência absoluta na escrita de novelas e responsável por algumas das histórias mais marcantes da televisão, morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares.
O autor enfrentava a doença de Parkinson, diagnosticada em 2019, que apresentou piora significativa ao longo do último ano, com impacto no quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi divulgada. Nos últimos dias, Manoel Carlos estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contínuo.
A confirmação do falecimento foi feita por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida, que divulgou uma nota oficial à imprensa. "A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado", diz o comunicado.
Além de Júlia, o autor também era pai da roteirista Maria Carolina, que seguiu os passos do pai na dramaturgia. Segundo a família, o velório será fechado, restrito a parentes e amigos próximos. Reconhecido como um dos maiores escritores da televisão brasileira, Manoel Carlos construiu uma trajetória singular, marcada por narrativas urbanas, diálogos intimistas e personagens profundamente humanos.
Conhecido pelo apelido de Maneco, ele criou uma assinatura própria ao desenvolver protagonistas chamadas Helena, figuras centrais que atravessaram décadas da teledramaturgia nacional. As Helenas estiveram à frente de novelas desde Baila Comigo (1981) até Em Família (2014), consolidando um estilo que influenciou gerações de autores e conquistou o público com histórias ambientadas, em grande parte, no cotidiano carioca.
Manoel Carlos nasceu em 14 de março de 1933, em São Paulo. Ele era filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gonçalves de Almeida. Apesar da origem paulista, o autor sempre se declarou carioca de coração.

