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A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira, de 40 anos, morreu neste sábado (26) após um acidente de carro. A morte foi comunicada pela Prefeitura, que decretou luto oficial no município.
Em nota de pesar, a administração municipal lamentou a morte e afirmou que a cidade se despede de Juliana de maneira “trágica e precoce”. Ela deixa dois filhos.
A Prefeitura destacou a atuação de Juliana junto à população e afirmou que os moradores viam nela não apenas uma representante do poder público, mas também uma pessoa próxima da comunidade.
“Encontraram uma amiga, uma pessoa que cuidava, acolhia, ouvia, respeitava e fazia questão de estar perto”, afirmou a gestão municipal na nota.
A administração também declarou que a morte deixa “um vazio imenso” e que Ribeira perde uma pessoa que, segundo o município, dedicou parte de sua trajetória ao atendimento e à convivência com a população.
Juliana estava afastada da função de vice-prefeita desde uma decisão judicial de agosto de 2025, após pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
À época, o órgão denunciou Juliana por suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados ao período em que ela ocupava o cargo de secretária municipal de Saúde. As acusações passaram a ser investigadas pela Justiça.
Segundo informações divulgadas na época, a investigação do Ministério Público apontou pagamentos que somavam R$ 41,2 mil e que, de acordo com a acusação, teriam sido destinados à realização de um ritual amoroso por uma mulher conhecida como “Mentora Samantha”.
Conforme o caso apresentado pelo MPSP, os pagamentos teriam ocorrido entre 2021 e 2024 por meio de contratos na área da saúde firmados com a empresa W.F. da Silva Treinamentos Ltda.
A investigação apontou ainda que o dinheiro teria sido utilizado para um suposto “casamento espiritual” envolvendo Juliana e outro servidor público, com o objetivo, segundo a acusação, de interferir na relação conjugal dele.
As informações fazem parte das acusações apresentadas pelo Ministério Público e não significam, por si só, que Juliana tenha sido condenada pelas irregularidades apontadas.
Na mensagem publicada neste sábado para comunicar a morte, a Prefeitura de Ribeira não fez referência ao processo ou às investigações envolvendo a ex-vice-prefeita.
A gestão municipal concentrou a homenagem na trajetória pública e pessoal de Juliana, destacando sua proximidade com os moradores e os vínculos construídos ao longo dos anos.
A morte ocorre pouco mais de um ano após o afastamento judicial da função de vice-prefeita.
