
A Polícia Civil investiga a morte do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), encontrado carbonizado dentro do próprio veículo em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior paulista. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (8) e foi registrado inicialmente como morte suspeita.
Segundo informações da Polícia Militar, uma testemunha acionou as autoridades após encontrar o carro em chamas em uma área rural. Antes da chegada das equipes de emergência, a testemunha tentou controlar o incêndio utilizando uma máquina escavadeira para cobrir o veículo com terra.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu apagar as chamas. Durante a ocorrência, os policiais localizaram o corpo do magistrado completamente carbonizado no banco do motorista. O automóvel, conforme informado pela PM, pertencia ao juiz.
A área foi isolada para preservar possíveis vestígios. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram os primeiros trabalhos periciais no local, buscando elementos que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). De acordo com o delegado Jorge Mazzi, o trabalho ainda está em estágio inicial e todas as possibilidades estão sendo consideradas. Até o momento, não há informações que permitam apontar a causa da morte ou afirmar como o incêndio começou.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde deverá passar por exames que podem contribuir para a identificação de possíveis lesões e para o esclarecimento das circunstâncias da morte.
Gustavo de Castro Campos atuava como magistrado na Comarca de Mococa, também no interior de São Paulo. Até a última atualização do caso, ninguém havia sido preso.
