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Gás de cozinha sobe 17,5% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 15 mais caro

Reajuste anunciado pela Acelen começou a valer neste domingo (1º) e representa o maior aumento desde que a empresa assumiu a Refinaria de Mataripe, em 2021.

Por Neuza em 02/11/2026 às 11:46

Gás de cozinha sobe 17,5% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 15 mais caro

O preço do gás de cozinha ficou mais caro na Bahia a partir deste domingo (1º), após a Acelen anunciar um reajuste de 17,5% no valor do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) vendido às distribuidoras. A alta deve provocar um aumento entre R$ 12 e R$ 15 no preço do botijão de 13 quilos para o consumidor final.

A informação foi confirmada por Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). Segundo o representante do setor, este é o maior reajuste registrado desde dezembro de 2021, quando a Acelen assumiu a administração da Refinaria de Mataripe, na Região Metropolitana de Salvador.

O aumento no preço de venda às distribuidoras impacta toda a cadeia de comercialização, desde a distribuição até a revenda. Com isso, os consumidores devem perceber a alta já nas próximas compras, embora o valor final possa variar conforme a região, os custos de transporte e a margem praticada pelos estabelecimentos.

Em nota, a Acelen informou que o preço do GLP comercializado pela Refinaria de Mataripe passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90 por tonelada.

A companhia explicou que sua política de preços considera fatores de mercado, como as cotações internacionais do petróleo, a variação cambial e os custos de frete. Segundo a empresa, esses elementos podem provocar oscilações nos valores, tanto para cima quanto para baixo.

De acordo com dados do setor de revenda, o aumento anunciado para novembro é o sétimo reajuste registrado ao longo de 2026. Durante o ano, o preço do gás de cozinha passou por diferentes variações, alternando períodos de alta, redução e estabilidade.

Em janeiro, houve aumento de 2,38%. Em fevereiro, o preço caiu 4,19%, enquanto março registrou estabilidade. Nos meses seguintes, foram aplicados reajustes de 15,2% em abril e 4,3% em maio. Segundo o sindicato, parte do aumento de maio foi absorvida pelos revendedores, sem repasse integral ao consumidor.

Em junho, o GLP voltou a subir, com alta de 9,59%. Já em julho e agosto, foram registradas reduções de 6,8% e 7,1%, respectivamente. Em outubro, o setor enfrentou um novo aumento, estimado em aproximadamente 9%.

Agora, com a elevação de 17,5% anunciada para novembro, o mercado baiano enfrenta a maior alta do período, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias que dependem do botijão de gás para preparar suas refeições.

O novo reajuste ocorre em um cenário de sucessivas oscilações no preço do combustível doméstico e deve pesar especialmente no orçamento das famílias de menor renda, para as quais o gás de cozinha representa uma despesa essencial.

Fonte: Bahiaextremosul

Tags:   aumento entre R$ 12 e R$ 15
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