Publicidade Davaca novo

Enjoo na gravidez: estudo pode ter descoberto origem de náuseas em gestantes

Pesquisa amplia compreensão biológica da condição e aponta caminhos para tratamentos futuros.

Por Neuza em 19/04/2026 às 08:36

Enjoo na gravidez: estudo pode ter descoberto origem de náuseas em gestantes

Foto: Freepik

Um estudo internacional, feito com a análise do DNA de mais de 10 mil mulheres, identificou novos fatores genéticos associados à forma mais grave de enjoo na gravidez, a hiperêmese gravídica. A pesquisa, divulgada neste mês, foi conduzida por cientistas da Escola de Medicina Keck, nos Estados Unidos.

A ideia do grupo era buscar entender por que algumas gestantes desenvolvem sintomas severos, como náuseas intensas e vômitos persistentes, que podem comprometer a alimentação e a saúde durante a gestação. A hiperêmese gravídica afeta cerca de 2% das gestantes e é caracterizada por sintomas muito mais intensos do que o enjoo comum da gravidez.

Em casos extremos, a condição pode levar à desnutrição e representar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Por muito tempo, o problema foi subestimado ou tratado como uma questão psicológica, mas a ciência entende que a origem deva ser biológica.

Os pesquisadores da Escola de Medicina Keck identificaram um total de dez genes associados à condição. O principal deles é o gene GDF15, responsável pela produção de um hormônio que aumenta significativamente durante a gravidez e está diretamente ligado aos sintomas de náusea.

Outros genes identificados estão relacionados à regulação do apetite, ao metabolismo e a hormônios da gestação. Os achados apontam que o cérebro pode associar determinados alimentos ao mal-estar, o que contribui para aversões alimentares durante a gravidez.

As informações foram divulgadas na revista científica Nature Genetics. A pesquisa analisou dados de mulheres de diferentes origens, o que aumentaria a confiabilidade dos resultados e sua aplicação em diversas populações.

"Como este é o maior estudo sobre hiperêmese gravídica já realizado, conseguimos desvendar novos detalhes importantes que eram desconhecidos anteriormente", disse a professora assistente clínica de ciências populacionais e de saúde pública no Centro de Epidemiologia Genética da Escola de Medicina Keck, Marlena Fejzo, em um comunicado. .

Com os novos dados, especialistas avaliam que será possível avançar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes. Atualmente, os medicamentos disponíveis aliviam os sintomas apenas parcialmente em parte das pacientes.

"Agora que mais que dobramos o número de genes associados à hiperêmese gravídica, podemos investigar mais a fundo a biologia por trás dessa condição, bem como novas possíveis vias de tratamento", finaliza Fejzo.

Fonte: Portal Terra

Tags:   náuseas em gestantes
publicidade