
Uma manhã de choque e indignação tomou conta do distrito de São José de Vereda (conhecido como Piau), na zona rural de Vereda, nesta quinta-feira (23). O diretor escolar Rui Amâncio dos Santos foi preso em flagrante pela Polícia Militar, acusado de estupro de vulnerável contra um aluno de apenas 13 anos, dentro das dependências da instituição de ensino. Rui é casado, pai de duas filhas e ministro da igreja.
A guarnição da Radiopatrulha foi acionada por volta das 11h40 para atender a uma denúncia de crime sexual na Escola Municipal José Rosa de Souza. Segundo o relato da vítima, o abuso ocorreu no momento em que o sinal da escola tocou. O diretor teria chamado o adolescente para uma sala reservada dentro da própria escola, onde foram praticados atos de sexo oral e anal.
Ao chegarem na unidade, os policiais encontraram a equipe do Conselho Tutelar já prestando assistência ao menor. O laudo preliminar realizado por uma médica plantonista em uma unidade hospitalar confirmou a conjunção carnal, comprovando os vestígios de violência sexual.
Após buscas imediatas, os militares localizaram Rui Amâncio, que recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Teixeira de Freitas. Com ele, foi apreendido um aparelho celular que passará por perícia.
A vítima e sua mãe também foram encaminhadas à delegacia para prestar depoimento e seguem acompanhadas pelo Conselho Tutelar. O suspeito permanece à disposição da justiça para a lavratura do auto de prisão em flagrante.
Diante da gravidade dos fatos, o prefeito de Vereda, Manrick Teixeira, publicou ainda nesta quinta-feira o Decreto Nº 266/2026, cessando imediatamente a designação de Rui Amâncio do cargo de Diretor Escolar.
O servidor ocupava o cargo em comissão e geria duas unidades: a Escola Municipal Liege Dantas Figueiredo e a Escola Municipal José Rosa de Souza (local onde o crime teria ocorrido). A decisão administrativa, baseada na Lei Orgânica do Município, já está em vigor, e a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Lazer deve anunciar novos nomes para a gestão das escolas nos próximos dias.
O caso gerou profunda revolta na comunidade local, que cobra rigor na punição e maior segurança para os alunos dentro do ambiente escolar.

