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Bebê de 4 meses morre após ter leite aplicado na veia em hospital, denuncia família

Família suspeita de erro na administração da alimentação por sonda; hospital afastou profissional e causa da morte aguarda conclusão pericial.

Por Neuza em 25/10/2026 às 11:37

Bebê de 4 meses morre após ter leite aplicado na veia em hospital, denuncia família

Foto: Reprodução 

A morte de Miguel Ângelo, um bebê de quatro meses que estava internado no Hospital Memorial de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, está sendo investigada pelas autoridades após familiares levantarem a suspeita de uma possível falha durante um procedimento hospitalar. A família afirma que o leite destinado à alimentação por sonda teria sido conectado a um acesso venoso utilizado para a administração de medicamentos. Até o momento, porém, não há confirmação pericial de que tenha ocorrido erro no procedimento nem de que esse fato tenha provocado a morte da criança.

Miguel estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica para tratar uma bronquiolite, doença respiratória que pode causar dificuldades para respirar. Segundo os familiares, o estado de saúde do bebê apresentava sinais de melhora, e havia expectativa de realização de exames para avaliar a possibilidade de alta hospitalar.

Antes da transferência para o hospital, a criança havia recebido atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz de Rebouças, em Igarassu, após apresentar dificuldades respiratórias.

Durante a internação, Miguel recebia alimentação por sonda e utilizava um acesso venoso central para a administração de medicamentos. A suspeita de uma possível conexão inadequada entre esses dispositivos foi apresentada pelos familiares e deverá ser esclarecida no decorrer da investigação.

Meire, tia do bebê, que o acompanhava no hospital, relatou à TV Jornal que havia se ausentado momentaneamente para ir ao banheiro. Segundo sua versão, ao perceber que o sobrinho começou a passar mal, ela alertou a equipe de saúde sobre a possibilidade de uma conexão incorreta.

O pai da criança, José Márcio, também afirmou que a profissional envolvida teria reconhecido o erro diante de uma médica. Ele relatou ainda que a funcionária teria deixado a unidade antes do término do plantão.

As declarações correspondem aos relatos dos familiares e, até o momento, não devem ser consideradas comprovação de negligência ou de responsabilidade individual pela morte. Os fatos mencionados precisam ser verificados pelas autoridades, com base em depoimentos, registros hospitalares e avaliações técnicas.

O Hospital Memorial de Goiana informou que afastou a profissional envolvida e acionou a equipe de segurança do paciente para investigar as circunstâncias da ocorrência. A instituição também declarou estar à disposição das autoridades para contribuir com os esclarecimentos.

O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A investigação deverá apurar as circunstâncias do atendimento, verificar se houve alguma irregularidade no procedimento e avaliar uma eventual relação entre os fatos relatados e a morte do bebê.

O corpo passou pelo Instituto de Medicina Legal (IML) antes de ser liberado aos familiares. A causa oficial da morte depende de um laudo complementar, com prazo informado de até 30 dias para conclusão.

Até a divulgação dos resultados periciais e o avanço das investigações, não é possível afirmar que uma falha na administração da alimentação tenha provocado o óbito. A apuração deverá estabelecer, com base em evidências técnicas, o que aconteceu e se houve responsabilidade relacionada ao atendimento prestado.

Fonte: Bahiaextremosul

Tags:   suposta falha na administração da alimentação
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