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publicado em 11/02/2019 às 16h19min

Aumento da violência assusta moradores do distrito de Argolo em Nova Viçosa

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Bahiaextremosul / Bruno Silva

Os moradores do distrito de Argolo em Nova Viçosa, têm vivido um período de medo e apreensão, o motivo é o aumento da violência nos últimos meses que tem sido constante na localidade. Pouco mais de 5 mil pessoas vivem na comunidade, que convivem diariamente com o tráfico de drogas, assaltos, arrombamentos e até mortes violentas.

Moradores relatam que é assustadora a situação, pois nos últimos meses vários pontos comerciais foram arrombados. Somente na avenida principal de Argolo 05 estabelecimentos comerciais, foram arrombados recentemente; além de residências que foram furtadas no centro e na região periférica.

“A população está muito assustada”, afirma um morador que pediu para não ser identificado temendo retaliação por parte dos criminosos. Segundo o morador, normalmente praticam crimes com o emprego de muita violência. “Desafiam o cidadão de bem porque sabem que não temos polícia aqui dentro e se a gente chama, os policiais vêm de Posto da Mata que fica a 20 Km, até chegarem aqui os criminosos já fugiram”, acrescentou o morador, afirmando que em muitos casos os policiais nem comparecem ao local, já que em Posto da Mata o número de policiais também não é o suficiente.

Outro morador relata que recentemente um senhor foi espancando e precisou ser levado para a emergência do Hospital Municipal em Posto da Mata e por muito pouco sobreviveu. “Fico indignado porque esse crime aconteceu simplesmente para roubar, não precisava agir com tanta violência” afirma o morador.

Outro caso de violência foi também um roubo seguido de espancamento, que aconteceu a cerca de 15 dias, nesse a vítima foi agredida a pauladas e resultou morrendo diante da gravidade dos ferimentos. Ninguém foi preso ou detido e o caso está a cargo do Serviço de Investigação da Polícia Civil.

Outro fator que aumenta a preocupação dos moradores é que esses crimes são, na maioria das vezes, cometidos por adolescentes ligados ao tráfico de drogas, sendo considerados apenas atos infracionais. “Se forem detidos, logo estarão nas ruas e ainda mais violentos. Aqui a gente vê o crime acontecer e não podemos falar nada, porque não temos proteção. É menino roubando em lojas e mercados, crianças se prostituindo, vendendo drogas nas esquinas e temos que por grades em nossas casas”, desabafou.

A expectativa dos moradores de Argolo é de que o comando da 89º CIPM – Companhia Independente de Polícia Militar que responde por Mucuri e Nova Viçosa, olhe com atenção para o que está acontecendo no distrito, onde cerca de 5 mil pessoas estão a bastante tempo sem policiamento. “Segurança é um direito, não podemos viver assim, acuados num lugar pequeno como esse. Se tiver boa vontade, certamente resolve”, concluiu um aposentado que nasceu e vive na localidade até os dias de hoje. Nenhum entrevistado quis ser identificado, pois temem represálias, como aconteceu com um morador que denunciou um roubo ao seu estabelecimento comercial.

Nova Viçosa Argolo Violência

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