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publicado em 28/09/2018 às 17h17min

Cinco razões para não fumar durante a gestação

Tabagismo causa sérios problemas na saúde da população em geral e aos fetos, que são indefesos em relação aos efeitos do tabaco.
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Pérola Rodrigues

Uma pesquisa publicada no periódico inglês Addiction revelou que, durante a gravidez, 87% das fumantes não abrem mão do cigarro. Esse número é ainda maior quando incluímos mulheres que até conseguem dar uma pausa na dependência, mas o retomam em até seis meses após o parto, elevando a estatística para 94%.

De acordo com Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana, quando a grávida fuma um cigarro, em apenas uma tragada, mais de quatro mil componentes tóxicos chegam até os seus pulmões e são liberados para a corrente sanguínea. “O coração bombeia o sangue para todo o corpo da mãe, inclusive para o feto. E a placenta, por sua vez, não consegue impedir a passagem dessas substâncias. Todo esse processo impede a passagem de alguns nutrientes necessários para o desenvolvimento do feto e o resultado pode trazer uma série de problemas para a saúde da mãe e do filho”.  

Abaixo, o especialista alerta para os riscos de fumar durante a gravidez:

Aborto –  Por conta dos produtos químicos contidos nos cigarros, a mulher grávida fumante tem 70% mais chances de ter um aborto espontâneo.

Malformações  – Durante a gestação, mãe e bebê compartilham a circulação sanguínea, portanto, a criança fica exposta à nicotina, substância que diminui o calibre das artérias responsáveis por levar nutrientes e oxigênio ao feto, retardando, assim, seu crescimento e favorecendo malformações congênitas, como lábio leporino, além de complicações digestivas e respiratórias. 

Nascimento prematuro – Segundo pesquisa do US Centers for Disease Control and Prevention (CDC), mães que fumam possuem chances altas de ter partos prematuros seguidos de complicações no organismo que podem resultar em morte do recém-nascido.

Problemas cardíacos – O cigarro destrói o fluxo de sangue do coração para os pulmões. Desta forma, os recém-nascidos podem ter defeitos cardíacos congênitos.

Infecções nas vias aéreas – Após o nascimento, o contato com a fumaça ou o ambiente de um fumante pode levar a criança a diminuição da capacidade pulmonar e outras doenças respiratórias, além de elevar o risco de morte súbita.

“Para as mulheres que têm o sonho da maternidade é recomendável iniciar uma terapia orientada por um médico, além de mudar o estilo de vida, adotar hábitos alimentares saudáveis, praticar exercícios físicos e, acima de tudo, abandonar o vício. Não adianta voltar a fumar logo depois que o bebê nasce, pois a exposição da criança aos malefícios do cigarro, principalmente durante o período de amamentação e nos seus primeiros meses de vida, podem causar danos irreparáveis para a sua saúde no futuro”, finaliza Renato.

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