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publicado em 22/01/2018 às 17h07min

60% das lesões no futebol atingem as coxas e joelhos

Quem joga de forma amadora ou de vez em quando tem mais risco de sofrer lesões
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Danielle Menezes

Certamente, o futebol é o esporte mais popular no Brasil. Quem não gosta de jogar uma partida na praia, em quadras, no quintal ou até mesmo em times amadores, levante a mão! Entretanto, o divertimento preferido da maioria dos homens brasileiros é também uma das principais causas de lesões musculoesqueléticas. Nem mesmo os jogadores profissionais estão livres de traumas durante as partidas.

 

Mas, segundo Ana Carolina Dutra, fisioterapeuta, os amadores ou aqueles que jogam esporadicamente têm um risco maior de se machucar. “Em geral, os atletas profissionais são mais bem preparados fisicamente. Agora, quem é sedentário ou não está com um bom preparo físico, está mais suscetível a sofrer lesões durante uma partida de futebol”.

 

Joelhos e coxas são as estruturas mais afetadas

De acordo com um estudo, a coxa e os joelhos são os locais mais afetados pelas lesões durante um jogo de futebol. “O joelho é a articulação mais exigida durante o futebol e pode ser afetado de diversas maneiras. A lesão mais prevalente relacionada ao futebol é a ruptura do ligamento cruzado anterior. Entre os principais sintomas estão dor, inchaço, limitação do movimento, sensação de pisar em falso e instabilidade no joelho”, explica Ana Carolina.

 

Além da ruptura do ligamento cruzado anterior, um jogo de futebol também pode levar à uma lesão do menisco medial, que inclusive pode acontecer em conjunto com a ruptura do ligamento. “Em muitos casos é preciso fazer cirurgias e ficar longos meses de repouso. Em outros, medicamentos e fisioterapia conseguem recuperar o paciente da lesão. Mas, nos dois casos, o período de recuperação é longo e irá afetar a mobilidade por um bom tempo”, comenta a fisioterapeuta.

 

É possível prevenir?

Tropeços, esbarrões e quedas são inerentes a uma partida de futebol. Mas, quanto mais preparado estiver o jogador, menor o risco de sofrer uma lesão mais grave. Para quem joga esporadicamente, de forma amadora, é importante fortalecer a musculatura, principalmente dos membros inferiores, com ênfase na musculatura estabilizadora do joelho para que não haja sobrecarga nas estruturas como ligamentos e meniscos por exemplo.

 

“E isso pode ser feito, por exemplo, no Pilates, que ajuda no fortalecimento muscular, na flexibilidade e no equilíbrio. Além disso, antes da partida, é preciso se aquecer e alongar a musculatura”, diz Ana Carolina, especializada no método de Pilates e no condicionamento de atletas. Vale lembrar que craques internacionais, como Neymar e David Beckham já deram entrevistas mostrando que usam o Pilates para melhorar o condicionamento físico.

 

Um outro ponto importante é o processo de reabilitação. “As lesões devem ser tratadas adequadamente. O processo de reabilitação deve ser feito por completo para evitar novas lesões. Estima-se que de 15 a 30% das lesões em jogadores de futebol são recorrentes. Portanto, a histórica clínica, por si só, já é um fator de risco”, finaliza a fisioterapeuta. 

Lesões no futebol Coxas Joelhos

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